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id da página: 7715 Wei Wu Wei PEÇAS PÓSTUMAS Buda

Wei Wu Wei Buda Ensinou

O Buda Ensinou

A afirmação familiar que todo objeto é vazio (k'ung em chinês, sunyu em sânscrito), que nenhum objeto tem qualquer natureza própria, "próprio-ser" ou "auto-natureza" (em inglês own-being ou self-nature), implica que lhe falta existência objetiva. Isto significa que tudo que é, é a percepção dele, que nada é em si mesmo, mas somente o que é aparentemente percebido. Isto foi conhecido desde os tempos antigos, e esta compreensão é comum ao aspecto esotérico de todas as grandes religiões, sendo fundamental no Budismo, Vedanta e Sufismo.

Todo mundo que estuda qualquer destas doutrinas deve estar familiarizado com isto, mas sua aplicação à vida diária, que certamente deve ser a aplicação essencial, é raramente mais que uma tentativa.

O que então isto implica quando aplicado a nós mesmos? Não somente implica, afirma, que não pode haver tal factualidade como uma entidade em qualquer parte em nosso universo espaço-temporal, e que nós mesmos não podemos, e não poderíamos, existir em absoluto como tal. Isto, também, é axiomático, foi frequentemente afirmado, mas é raramente encarado como um fato.

Quando o aplicamos descobrimos que um ser senciente no espaço-tempo é nada senão uma imagem na mente, não tem existência própria qualquer, mas é somente uma aparência percebida e concebida pelo "sujeito" de cada tal percepção e concepção, cada tal "sujeito" sendo também um objeto similarmente percebido e concebido por outros aparentemente perceptos concebidos.

Isto requer que uma simples fonte de percepção perceba via múltiplos perceptos, cada um e todos tais perceptos sendo concebido como uma entidade via à qual cada um e todos os outros perceptos são por sua vez percebidos e concebidos, nenhum exemplo do qual se tenha qualquer espécie de existência pessoal própria ou de seu próprio direito.

Que assim é não precisamos ter qualquer dúvida. Provavelmente todo sábio estabelecido em cada uma das grandes religiões o soube, e o tornou claro, cada em seu próprio jeito, que assim é; e se devemos compreender o que nos disseram, devemos alcançar esta apreensão nós mesmos e deveríamos estar satisfeitos que é a verdade e que nenhuma outra interpretação dos fatos poderia ser possível.

Cada um de "nós", então, pode ser somente, o que quer que seja percebido, e é conceitualmente interpretado como sendo. Nós mesmos, nada somos do que quer que seja; como tal não somos simplesmente, como entidades autônomas, não existimos em absoluto. Não somos nós que percebemos e concebemos um o outro ou nós mesmos, pois não há "nós"; nós e eles somos percebidos, concebidos, e interpretados via um e outro, um tal assim-tornado-aparente e um suposto "outro" sendo cada um de "nós mesmos".